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Eólica deverá ter 1 GW no A-6, diz MME

Secretário Eduardo Azevedo confidenciou que a demanda declarada está abaixo do que era esperado e que o volume indicado no PDE não poderá ser alcançado, pelo menos este ano

Canal Energia - 08/08/2018
Por Maurício Godoi


Aparentemente, a expectativa do setor eólico no próximo leilão A-6, agendado para o dia 31 de agosto, deverá ser preenchida integralmente. O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Eduardo Azevedo, indicou que a perspectiva é de que haja a contratação de cerca de 1 GW em capacidade instalada somente desta fonte. A demanda total considerará ainda as demais fontes, que terão um volume para térmicas e para a hídrica. O montante não foi – e nem poderia ser confirmado – pelo representante, mas em linhas gerais, comentou ele, esse deverá ser o montante contratado no certame deste mês.

“A demanda desse ano é ligeiramente maior que a do ano passado, muito pouco, e considerando que as fontes disputassem fatia dessa participação separamos uma parcela para a solar no A-4 e outra para a eólica. É da ordem de grandeza de 1 GW mas, com essa separação, com menos atrito entre as fontes”, comentou ele após sua participação no painel de abertura do Brazil Windpower 2018.

Azevedo confidenciou que estaria mais feliz se fosse esse volume em energia média, o que poderia levar a um volume de 2 GW em projetos, mas que não é isso. E lembrou que o volume declarado pelas distribuidoras não foi o esperado em decorrência da situação da economia e do consumo de energia no país, abaixo do projetado em 1 GW médio para este ano.”Esse valor, considerando o contexto do Brasil é o máximo que podemos trazer. No PDE está indicado algo próximo a 1,5 GW mas não foi possível alcançar esse nível”, acrescentou ele.

O mercado livre, avaliou Azevedo, pode ser um caminho para o crescimento da fonte no mercado nacional como o caminho para complementar expansão da fonte no país. E destacou que durante o debate do qual participou no maior evento do setor eólico da América Latina, realizado pelo GWEC, ABEEólica e UBM-Grupo CanalEnergia, que o próprio diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, apontou que existe um certo preconceito que coloca o ACL menos privilegiado que o regulado.

“Nossa visão é de que o mercado deve ser aberto sim, o modelo deve ser mais igualitário e os consumidores devem buscá-lo não porque é a oportunidade de fugir de encargos e sim porque é mais eficiente. Quando este momento chegar, o mercado livre será, naturalmente, a locomotiva da expansão”, indicou.

O presidente do Conselho de Administração da ABEEólica, Renato Volponi, declarou durante o painel que participou que acredita na existência de grande concorrência no certame, uma vez que há uma grande oferta. Em sua avaliação, independentemente de haver 1,2 ou 3 GW de demanda, são 27 GW de oferta, o que traz essa disputa no certame.

O leilão A-6 do ano passado, realizado em 20 de dezembro, viabilizou 63 novos empreendimentos de geração, representando 3.841 MW em capacidade instalada – 2.930 MW médios – e , cujos investimentos estão estimados em R$ 13,9 bilhões. Somente a fonte eólica viabilizou 49 usinas com 1.386 MW de potência adicionada.




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