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Vencedora no A-6, Tradener vai investir em torno de R$ 400 mi em três PCHs

Financiamento via debêntures de infraestrutura é uma das opções consideradas pela empresa

CanalEnergia - 28/10/2019
Por Sueli Montenegro


Com uma pequena central hidrelétrica já em fase de conclusão no rio Tamboril, a Tradener se prepara para investir em torno de R$ 400 milhões na construção, no mesmo sítio, de outras três PCHs contratadas no último Leilão A-6. Está nos planos da empresa financiar de 70% a 75% dos novos empreendimentos com a contratação de empréstimo bancário ou a captação de recursos no mercado, por meio do lançamento de debêntures de infraestrutura.

A previsão é de que as PCHs serão concluídas em cerca de 24 meses, com um espaço de seis meses da primeira para a segunda e mais seis meses da segunda para a entrada da terceira. Embora o prazo para início de entrega da energia contratada no certame seja de seis anos, a intenção é não perder tempo e iniciar também os trâmites de licenciamento ambiental, passo importante no processo.

“Vamos fazer sozinhos. O equity não é muito”, disse o presidente da Tradener, Wafrido Ávila. Ele lembrou que hoje não há mais condições de financiamento atrativo via BNDES, mas é possível recorrer a bancos privados para estruturar, inclusive, a operação com debêntures, como foi feito com a PCH Tamboril.

Ávila comemorou o resultado do certame, que contratou na última sexta-feira, 18 de outubro, 1.155,2 MW médios de energia de 91 empreendimentos de geração. Desses, 27 são hidrelétricas (duas UHEs e o restante usinas de pequeno porte); 44, eólicas; 11, solares fotovoltaicas e nove, termelétricas, sendo seis a biomassa e três a gás natural.

“Nós ficamos muito contentes, porque foi um leilão disputado. Há muito tempo não se via isso”, disse o executivo, que acredita em consequências benéficas para o setor elétrico e a própria economia. “Eu acho que hoje a gente já pode dizer que, com as obras desse leilão, a economia a partir do ano que vem já vai sentir uma mudança. O próprio mercado, as indústrias, porque muita coisa vai ser contratada no Brasil.”

A Tradener, particularmente, tem o que comemorar, pois conseguiu negociar 21 MW médios dos três empreendimentos ao preço de R$ 232,50/MWh. O valor é adequado para remunerar PCHs desse tipo e condizente com os juros que são praticados no Brasil, explicou o executivo. Ele disse que está tranquilo porque a empresa já tem uma usina que deve ser finalizada em cerca de seis meses no mesmo rio e sabe os custos envolvidos no projeto.

Ávila destacou outros acertos no A-6, como a contratação da térmica a gás de Barcarena (PA), que vai funcionar 100% do tempo. “Uma única ressalva é que a gente gostaria de ter comprado energia também como comercializador. Essa é a evolução que está faltando nesses leilões”, afirmou. Ele disse que se pudesse participar como comprador no certame faria um mix de contratos com eólicas e solares, deixando a energia das PCHs que foi vendida no leilão para o mercado livre.




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