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Comissão aponta avanços no uso de energia limpa no Brasil

Segundo a Unica, o aumento do uso de combustíveis renováveis, a expansão da bioeletricidade e o crescimento do volume de etanol nos carros ajudarão o país a alcançar metas

Agência Câmara - 31/10/2019


Em audiência pública na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, nesta quarta-feira, 30, que teve como tema os biocombustíveis e a matriz energética nacional, representantes do setor avaliaram que os planos de expansão estão alinhados com os compromissos assumidos pelo país para implantação do acordo de redução do aquecimento global.

O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, até 2025, em 37% abaixo dos níveis de 2005. Além disso, indicou uma contribuição subsequente de redução, em 2030, de 43% abaixo dos mesmos níveis de 2005.

Representante do Ministério de Minas e Energia, Luís Fernando Badanhan disse que o país projeta para 2027 uma queda no uso dos derivados de petróleo e o aumento no uso de fontes renováveis, como energia solar e eólica, biogás, gás industrial e os derivados da cana-de-açúcar, as quais atingirão quase 20% da matriz.

O uso de combustíveis fósseis, responsável por 55,4% da energia do Brasil, cairia para 50,6% em 2027, disse Badanhan. “A gente tem uma posição favorável em relação ao mundo: temos hoje 43% de renováveis. Na matriz elétrica os números são melhores. Do ponto de vista de renováveis, destaque para a eólica, que subiria para 11,7% da matriz, em 2027; queda do óleo e carvão; e aumento da energia solar em 3,4%”, afirmou.

Energia renovável

Representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Ludmilla Cabral disse que a matriz energética do Brasil é um exemplo para o mundo. Ela condicionou o alcance das metas do Acordo de Paris ao aumento do uso de combustíveis renováveis, com a expansão da bioeletricidade e o aumento do volume de etanol nos carros.

“O ciclo de vida do etanol consegue reduzir em até 90% as emissões de gases de estufa, em comparação aos combustíveis fosseis. Desde 2015, quando o Acordo de Paris foi celebrado, até agosto deste ano, reduzimos 240 milhões de toneladas de dióxido de carbono pelo uso do etanol como biocombustível. A colheita mecanizada no Centro-Sul, que extingue a queima da cana, também contribuiu, além da bioeletricidade”, afirmou.

Energia solar

O representante da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, disse que a energia fotovoltaica tem avançado exponencialmente, e que 93% dos brasileiros querem gerar energia limpa e renovável em suas empresas e domicílios. Apesar disso, o Brasil não é uma liderança solar – está no 21º lugar no ranking.

Sauaia ressaltou que a geração distribuída de energia no Brasil ainda não conta com um marco legal, o que traria segurança jurídica para o mercado, o consumidor e o investidor.




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