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Iberdrola defende mais agilidade no licenciamento ambiental

CEO global da empresa recebeu o ministro de Meio Ambiente Ricardo Salles para quem pediu ajuda para um processo menos burocrático, mas sem relaxamento de regras

Canal Energia - 05/12/2019
Por Maurício Godoi


A questão do licenciamento ambiental é um tema que precisa ser mais ágil no país. Essa é a opinião da Neoenergia, cuja controladora, a Iberdrola está participando da COP-25 e é uma das patrocinadoras do evento. Nesta quinta-feira, 5 de dezembro, o CEO global da holding, Ignacio Galán, recebeu em seu escritório na capital espanhola o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que também participa do evento destinado a discutir as mudanças climáticas.

De acordo com Galán, o tema da conversa foram os investimentos da espanhola no Brasil ao longo dos próximos anos, bem como a evolução da empresa. Além disso, acrescentou a Iberdrola, apresentou sua demanda para a questão de liberação das licenças ambientais, que hoje demoram mais de três vezes o tempo da construção do empreendimento.

“Tivemos uma conversa muito amistosa e construtiva com o ministro Ricardo Salles”, definiu Galán. “Pedimos a ele como pode ajudar a acelerar o processo de licenciamento no que for possível de sua parte, para que possamos colocar em prática nossos investimentos uma vez que o Brasil apresenta crescimento da demanda na casa de 3% ao ano e precisa de energia sustentável”, acrescentou.

O CEO da Iberdrola apontou ainda que a meta não é a de reduzir as exigências ambientais dos projetos, mas sim, tornar o processo mais célere do que se tem atualmente. Segundo relato, atualmente há uma demora na liberação do documento que autoriza as obras de um empreendimento que chega a ser até de 3 anos ante a construção que leva apenas 12 meses no caso de um parque eólico.

O CEO da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle, destacou que a burocracia existente para a liberação é o maior empecilho. O problema está no rigor e exigências que são feitas, muitas delas desnecessárias e que servem apenas para adiar a emissão da licença, não tendo uma relação direta com o processo. “As empresas podem assumir mais responsabilidades nesse processo. Não significa que queremos mais facilidades ou redução dos requisitos, mas mais agilidade”, corroborou.




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